Proibido
07.09.2015

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Seja lá qual for o motivo de você estar lendo essa linha, você não vai desistir de ler essa resenha. Sério. Proibido foi eleito por mim a melhor leitura de 2015. Li outras resenhas para poder me inspirar um pouco, afinal não é nada fácil falar de um livro que a gente gosta muito… Fico com a sensação de não fazer justiça. Mas vamos lá.

Como uma coisa tão errada pode parecer tão certa?

Logo na capa nos deparamos com essa indagação, confesso que já tinha visto Proibido na livraria umas mil vezes, mas nunca tinha me chamado atenção, até que alguém no grupo de leitura (acho que foi a Gabs) ♥ começou falar sobre e eu fiquei louca na roupa. Tive o prazer  de ler esse livro junto com a Bea do Na Sua Estante, o que tornou a experiencia muito mais divertida (vamos repetir, chuchu!)

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O que me chamou atenção no livro, foi o fato de se tratar de um assunto até então pouco explorado (pelo menos no meu ponto de vista): o incesto entre irmãos.

Lochan e Maya são os filhos mais velhos de uma família completamente desestruturada, eles cuidam dos três irmãos mais novos, enquanto a mãe passa a maior parte do tempo na casa do namorado e o pai os abandonou. Quando eu digo “cuidar” quero dizer que eles criam essas crianças: os acordam de manhã, preparam o café, levam pra escola, buscam, fazem o jantar, ajudam com os deveres… Toda uma rotina que uma casa com crianças tem e ainda precisam lidar com a própria escola e notas.

Por que é  tão diferente com Lochan? A resposta é muito simples porque Lochan nunca se pareceu com um irmão. Nem um caçula chato, nem um irmão mais velho mandão. Ele e eu sempre nos relacionamos  de igual para igual. Fomos os melhores amigos um do outro desde que nos entendemos por gente. Compartilhamos um vínculo mais estreito que a amizade a vida inteira. Juntos criamos Kit, Tiffin e Willa. Juntos choramos  e confortamos um ao outro. Juntos vimos um ao outro  nos momentos mais vulneráveis. Carregamos um fado inexplicável aos olhos do mundo. Demos força um ao outro – como amigos, como parceiros. Sempre nos amamos, e agora queremos poder nos amar  fisicamente também. 

O Lochan *suspiro* é um menino ótimo. Dentro de casa ele é um super “pai”, participativo e carinho, já fora dela as coisas não são tão simples, apesar de sua inteligencia, ele é um garoto tímido e introspectivo que não consegue falar com ninguém. O Lochan é doce, a alma dele é tão linda! Com certeza um dos personagens mais sensatos que eu já li.

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A Maya é uma guerreirona, ela é um pouquinho mais nova que o Lochan, mas não menos responsável com as coisas de casa e escola. Ela é a calma de Lochan e a voz apaziguadora dentro de casa.

Nunca antes imaginei minha vida sem ele; como essa casa, ele é o meu único ponto de referência em meio a uma existência difícil, em meio a um mundo instável e assustador.

A escrita do livro é muito poética e simplesmente adorável. A principio eles não se dão conta de que são apaixonados um pelo outro e eu achei que quando chegasse a essa parte eu fosse estranhar, mas não, eu me apaixonei junto com eles, parece estranho falar assim, mas é que a história é tão profunda e envolvente que eu gostaria de ficar nela para  sempre.

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Ache que talvez a Tabitha pudesse trabalhar melhor a transição de irmão para amantes, mas a história compensou tanto que esse detalhe passou batido.

É difícil entender por que alguém entra num relacionamento sem qualquer sentimento verdadeiro, substancial, e no entanto ninguém os julga por isso.

Leiam, leiam, LEIAM! Muito incrível e gostoso! <3

Beijinhos e até a próxima!

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