E 2026, HEM?
14.01.2026

E 2026, hem? Como boa virginiana, eu sempre esperei o dia primeiro de janeiro com muita ansiedade: muitas metas, planos e listas. Coisas que não sobrevivem até dezembro com muito entusiasmo. Esse ano, porém, senti uma pontada diferente, não um brilho ou o tipo de esperança que se espalhava pelo meu corpo, mas uma angústia cansativa que me fez pesquisar no Google: sinais de burnout. Mas não era.

Tem cinco anos que eu tento me reencontrar e quanto mais eu tento, mais perdida eu fico. Só que finalmente as coisas estão começando a fazer sentido, inclusive esse cansaço. Acho que estou começando a fazer as pazes comigo mesma. Não como quem tenta abraçar o passado, mas como uma pessoa pronta pra viver o dia de amanhã.

Criar conteúdo sempre foi uma coisa que eu amei e às vezes fica difícil lembrar que eu não faço isso por dinheiro. Quer dizer kkk não é tããão difícil, visto que eu não ganho um real com isso, mas é fácil cair nas armadilhas dos pensamentos: por que raios estou fazendo isso?

10 anos atrás eu tava assim ó

Lembro que uma vez conversando com um ex-namorado sobre redes sociais. Ele me disse que sentia que não tinha nada interessante a ponto de querer compartilhar. Em um primeiro momento, comecei me desapaixonar, achei triste uma pessoa não ter interesses assim, mas depois fiquei me perguntando o que ele estava tentando me dizer.

Recentemente, vi esse vídeo do Matheus Sodré falando sobre como estamos todos agindo como influencers e como aquele instagram lá do começo cheio de fotos pessoais e até intimas, ficou esquecido. Hoje queremos consumir, postar fotos e dar nossa opinião. E ai entro em outro conflito que é: mas será mesmo que o mundo precisa de mais alguém tentando nos influenciar?

Ao mesmo tempo que eu gostaria de fazer algo que não implicasse em me preocupar com números e dinheiro, me preocupo também em saber onde eu quero chegar com isso. Então esse ano, eu não fiz grandes planos. As metas que eu tinha para janeiro sequer foram tocadas e eu sigo perdida sem saber para onde ir, a única certeza que tenho é a de que eu quero continuar experimentando o mundo e espero conseguir te levar nessa comigo.

Ah, e antes que eu me esqueça: feliz ano novo!

Nenhum comentário

Deixe seu comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

@lumiconunes