Jornalista, eu? – Jornal sempre foi uma coisa presente aqui em casa, quando eu era criança, não tinha isso de programa de adulto não.
A trilha sonora enquanto nos arrumávamos para ir para a escola era o Bom Dia, Brasil; a companhia do almoço era o Jornal Anhanguera, às 20h nada de ver chiquitas porque o meu pai assistia o Jornal Nacional. Aos domingos, O Jornal impresso chegava; vivi anos da minha vida com uma pessoa que amava rádio, enfim…
Muita gente associa jornalismo com política, então vamos lá! Meu pai era político, foi até responsável pelo PSB aqui do Tocantins. Quando eu era criança era normal acompanhar comícios, almoçar com o Temer, ver a Katia Abreu matar uma garrafa de uísque e o Garotinho já me pagou um Doritos. Já chorei vendo resultado de eleição… Tempos mais simples.
Apesar de tudo isso (ou seria por causa disso?), nunca senti inclinação pro jornalismo, acho que de tanta pressão, tanta gente falando que era minha cara, um dom eu escrever bem, falar bem, gostar de ler… Eu quis ser rebelde e tentar algo novo.
Tentei letras, administração, design gráfico e publicidade (esses últimos dois eu AMAVA)… Mas não teve jeito.

















