O ACORDO
27.09.2021

O ACORDO – Todo mundo conhece Garrett Graham, capitão do time de hockey da Briar. Carismático e lindo, o cara se acha; muito diferente da estudante de música Hannah Wells, uma garota estudiosa que prefere se manter longe dos holofotes – o que dificulta bastante na hora de chamar atenção do seu crush, o jogador de futebol Justin Kohl.

Acontece que ela chama atenção do Garrett, mas por outros motivos. O capitão tirou uma nota baixa e se não recuperar, não vai poder jogar uma partida importante. A única nota 10 da classe é da Hannah, que se mostra bastante resistente a ajudar o garanhão… Mas quando Garrett oferece a grande chance de a tornar visível para Justin, ela aceita O Acordo.

O Acordo é o primeiro livro da série Amores Improváveis e por mais clichê que pareça, eu realmente adoro essa série. É leve, engraçada, sexy, os diálogos são divertidos e as cenas são bem construídas, mas vamos falar de coisas mais importantes.

“E a lição mais importante que aprendi é que que não sou uma vítima, sou uma sobrevivente”.

Logo na primeira página é revelado que Hannah foi estuprada quando tinha 15 anos. Eu já falei algumas vezes que não gosto quando estupro é a motivação de um personagem, mas gostei de algumas coisas que rodeiam esse tema: várias vezes é frisado a importância de termos cuidado, de procurar ajuda profissional e até um revés na história que é a questão jurídica por trás, motivado pela diferença entre classes sociais.

O que eu não achei legal: em todo romance precisa existir uma disparidade entre o casal (rico e pobre, tímida e popular…), no caso da Hannah e do Garrett os elementos estão lá, mas para que a informação do estupro batesse de verdade para o Garrett, antes de saber sobre o ocorrido, ele cita várias vezes que os amigos deixavam as meninas bêbadas e esse tipo de coisa. Eu entendi a intenção da escritora, entendi que ela quis impactar o personagem através de ações cotidianas, mas é aquela coisa que acabou pegando mal, sabe?

Outra coisa previsível e irritante é o homem como salvador da pátria. Apesar de até ter sido bem conduzido, essas coisas deixam a gente meio nhé. No caso da Hannah, após o estupro, ela conseguiu se relacionar com as pessoas, mas não conseguia ter orgasmos quando estava com um homem.
Eu gostei da insegurança e cuidado do Garrett , gostei que não foi de primeira, mas nada muda o fato de que depois de anos de terapia, ela conseguiu com esse espécime que é quase um deus. Enfim, não foi tão ruim, mas espero que você consiga acompanhar a minha linha de raciocínio aqui.

“Viver bem e ser feliz é como conseguimos superar as merdas do passado.”

Sobre a violência doméstica, é a história de vida do Garrett. Eu gostei bastante, principalmente da lição final. Todo mundo o acha perfeito, mas não sabem que ele teve uma infância muito difícil ao lado do pai – que é um astro nos esportes – que o espancava.

O Acordo não é o meu livro favorito da série e acho que vocês conseguem compreender os motivos – tem que ter paciência! Mas é bem escrito e eu acabo recomendando mesmo.
Gostei do cuidado da editora Paralela em informar que o livro se trata de CONTEÚDO ADULTO na capa e a edição é linda 10/10.

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