A CULPA É DAS ESTRELAS
02.04.2020

Oi tudo bem? Não, você não acordou em 2014. Assim como fiz com Quem É Você, Alasca? me dei conta de que nunca tinha falado de A Culpa É Das Estrelas aqui no blog. A nostalgia me trouxe várias reflexões sobre nunca lermos o mesmo livro duas vezes, nosso amadurecimento e vivências transforma a leitura em algo novo. Vocês concordam?

Outra reflexão que me veio a cabeça é um coisa que costumava me incomodar muito: o fato de não valorizarmos as nossas opiniões. Sempre acho que todo mundo já leu e já falou sobre, mas ninguém fala como eu e nem todo mundo leu, né? Então só vamos!
Pra entrar no clima:

A CULPA É DAS ESTRELAS

“Sempre que lê um folheto, uma página da Internet ou sei lá o que mais sobre o câncer, a depressão aparece na lista dos efeitos colaterais. Só que, na verdade, ela não é efeito colateral do câncer. É um efeito colateral de se estar morrendo.”

A Culpa É Das Estrelas foi o primeiro livro que li do John Green (acredito que tenha sido a mesma coisa com a maioria de vocês). O que me chamou na capa foi a frase do Markus Zusak que na época era o meu escritor favorito por causa de A Menina Que Roubava Livros:

“Você vai rir, vai chorar e ainda vai querer mais.”

E de fato aconteceu. Conheci a Hazel Grace e o Augustus Waters e me apaixonei por eles, assim como Hazel se apaixonou por Augustus: […] do mesmo jeito que alguém cai no sono: gradativamente e de repente, de uma hora para outra. O livro é cheio de metáforas e referências, inclusive sobre V de Vingança que é um filme que sou obcecada até hoje.

Eu nunca havia lido um livro que me tirasse o fôlego e que me deixasse acordada com um sentimento indecifrável no peito. Hazel é uma garota de dezesseis anos que luta contra um câncer desde seus doze anos (acho) e então ela conhece o professor titular no Departamento de Sorrisos Ligeiramente Tortos com duas cátedras no Departamento da Voz Que Me Deixa à Flor da Pele: Augustus Waters, o Gus. O adorável adolescente de uma perna só que tem medo de ser esquecido. O que eu amo no Gus é o fato de ele adorar ser adorado!

E essa é uma das minhas questões favoritas sobre o livro, tirando é claro, toda a questão da morte: a marca que queremos deixar no mundo.
No filme, Augustus tem medo de morrer e ser esquecido, é sobre a vida das pessoas que tocamos e com que intensidade o fazemos.

Estou apaixonado por você, e sei que o amor é apenas um grito no vácuo, e que o esquecimento é inevitável, e que estamos todos condenados ao fim, e que haverá um dia em que tudo o que fizemos voltará ao pó, e sei que o sol vai engolir a única Terra que podemos chamar de nossa, e eu estou apaixonado por você.

“Ceci n’est pas une pipe” 

Em algumas partes achei a Hazel meio grossa, mas na maioria das vezes me identifiquei com suas palavras, tipo quando ela sente ciúme de compartilhar sobre o livro favorito dela: […] livros tão especiais e raros e seus que fazer propaganda da sua adoração por eles parece traição. 

E outra coisa que eu amo nesse livro é a metáfora usada para falar sobre como enxergamos nossos ídolos. Hazel é fã de Peter Van Houten, escritor de um livro chamado Uma Aflição Imperial. Quando Hazel finalmente o conhece, ele não passa de um velho amargurado e arrogante, a frustração é imensa (embora ele tenha lá seus motivos). E o paralelo que ela faz com “Isto não é um cachimbo” do Magritte é genial.

Eu sou uma granada e, em algum momento, vou explodir, e gostaria de diminuir a quantidade de vítimas, tá?

Gostei de como os pais dela foram retratados e senti um pouco do sofrimento deles. Umas das partes que mais me emocionou no cinema foi ver o a relação deles mediante o sofrimento da filha. Em uma das crises de Hazel, ela ficou bem mal e no meio do caos e desespero a mãe dela diz: “Eu vou deixar de ser mãe”. VOCÊS ESTÃO ENTENDENDO?

Só tem uma coisa pior nesse mundo que bater as botas aos dezesseis anos por causa de um câncer: ter um filho que bate as botas por causa de um câncer.

A Culpa É Das Estrelas é um daqueles livros que te deixam com raiva por o mundo não ser uma fábrica de realização de desejos. Eu digitei um milhão de partes favoritas aqui, mas o post tá ficando gigante. Enfim… Leiam, é um livro apaixonante. Eu lembro exatamente do dia que li a última página, estava lendo na cama dos meus pais e chorei bastante. É isso, amei escrever essa resenha! (Nota-se.)
Beijos e até a próxima! (com uma resenha não tão nostálgica, juro!)

2 comentários

  • Que resenha amorzinho! Dá realmente para sentir o quanto esse livro mexeu com você e o quanto as lembranças são fortes mesmo depois de tanto tempo de leitura. Adorei a resenha e adorei as partes que você escolheu para postar. Parabéns!

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