SUZANE: ASSASSINA E MANIPULADORA
21.05.2020

SUZANE: ASSASSINA E MANIPULADORA
Autor: Ullisses Campbell
Editora: Matrix
Páginas: 280
Sinopse: Suzane Louise von Richthofen é uma lenda do mundo do crime. Em 30 de outubro de 2002, ela abriu a porta de casa para guiar os matadores dos seus pais. Enquanto dormiam, Manfred e Marísia morreram com dezenas de pauladas, desferidas pelo namorado de Suzane e pelo irmão dele, Daniel e Cristian Cravinhos. O crime abalou o país.

Pela monstruosidade, a assassina recebeu dois vereditos: o primeiro saiu do Tribunal do Júri em 2006, quando foi condenada a 39 anos de cadeia. A segunda sentença foi proferida pelo Tribunal do Crime, existente dentro das penitenciárias. A comunidade prisional não perdoa pedófilos, estupradores, nem filhos que matam os pais. A menina rica, branca e de cabelos loiros foi condenada. As mulheres sanguinárias do PCC receberam a missão de matá-la dentro da Penitenciária Feminina da Capital, ainda nos anos 2000.

Esperta, extremamente manipuladora, Suzane sobreviveu. Este livro esquadrinha o caminho que a criminosa trilhou desde que foi presa pela primeira vez até o momento em que começou a sair da prisão. Para detalhar a vida da assassina, o repórter Ullisses Campbell realizou dezenas de entrevistas e mergulhou nos emaranhados universos do Direito Penal e da Psicologia Forense. A obra mostra uma Suzane que deseja se casar no religioso, virar pastora evangélica e que nutre um sonho agora revelado.
Nota: ♥♥♥ (de cinco)

SOBRE A HISTÓRIA

Suzane Louise Von Richthofen tinha 19 anos quando estampou as principais notícias do Brasil em 2002. O motivo? Ter planejado a morte dos pais junto com o namorado. Depois disso, ela voltou a estampar notícias sempre envolvida com alguma polêmica. Através de relatos de pessoas conectadas a Suzane temos um vislumbre de como é a vida de uma das encarceradas mais famosas do Brasil.

O QUE EU ACHEI

Eu não sei dizer a que gênero pertence esse livro. Biografia? Um livro reportagem? Uma ficção?
Há dezoito anos os Richthofen moram no nosso imaginário e despertam um interesse mórbido. Livros, documentários e filmes sobre os acontecimentos que chocaram o Brasil em 2002 foram produzidos exaustivamente.
E agora em 2020 um novo livro seria lançado, mas prometia ser apenas mais um entre tantos.

Ullisses Campbell é jornalista na Veja, apesar disso não está sob holofotes, a editora escolhida menos ainda. O que determinou o sucesso de Suzane: Assassina e Manipuladora foram os boatos de que Suzane teria ficado possessa na cadeia ao descobrir a existência de sua biografia, então isso obviamente atiçou o público.

Para escrever a biografia da parricida, o jornalista tentou entrevistar os protagonistas, até conseguiu falar com os irmãos Cravinhos, mas não teve a mesma sorte com Suzane e Andreas. Então o escritor tentou preencher as lacunas entrevistando psicólogos e pessoas que conviveram e convivem com Suzane.
Isso colocou em cheque a credibilidade dos fatos narrados. Ao descrever diálogos entre irmãos, ficou claro que havia elementos ficcionais na história.
Além disso, o uso de uma linguagem no mínimo constrangedora contribuiu para que o livro não fosse tão levado a sério.

ENTREVISTA COM O AUTOR AQUI

Tirando todas essas problemáticas, em Suzane é narrado tudo o que antecedeu a morte do casal, como Daniel e Suzane se aproximaram e como era o namoro a relação com as famílias.


Sobre o assassinato, a quantidade de detalhes é bem horripilante.
O autor então discorre sobre as prisões e a rotina dos assassinos na cadeia. Eu gostei bastante por ter lido várias informações desconhecidas e até fiquei impressionada com a personalidade manipuladora da Suzane.

Entretanto a linguagem foi problemática pra mim, beirava o cômico, ao ponto de eu achar que aquilo era uma fanfic escrita por uma garota de 15 anos. Não fosse o drama e o sensacionalismo, com certeza seria uma leitura mais interessante.

Então é isso. Você conhecia esse livro?
Beijos e até a próxima!

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