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26.08.2025

Em todos os lugares em que estive e voltei tiveram a ver com gente. Fiquei pensativa sobre o papel das pessoas na minha vida. Conviver é difícil, né? Mas também é onde tudo acontece. Os dias bons são dias bons, só isso. Agora os ruins, constroem relações, as trocas e é quando nasce o amor que é esforço, mas também é força.

Hoje faço trinta e poucos e envelhecer tem sido uma onda. As pessoas já não me olham tanto assim, então aproveito pra olhá-las. Tenho ficado mais observadora, entendendo que os livros que eu leio, são escritos por gente como a gente. Professores, artistas, pais, pessoas que não fazem a menor ideia do que estão fazendo.

Confesso que fiquei triste quando descobri que não tem isso de alma gêmea. É tanto ex pelo mundo: amigo, amante, chefes… Nem da pra sentir raiva quando a gente se machuca porque agora eu sei: essas pessoas estão tentando também.

A idade traz essa maturidade do deixar ir só porque é mais simples assim mesmo e, às vezes, perceber que você é meio babaca também faz tudo parecer menos difícil.

Tem pessoas que a gente nunca vai esquecer, mesmo que tenha passado só um pouquinho de tempo com elas. Tem gente que vai embora, mais fica.

Hoje, aos 33, sou grata pelas pessoas ao meu redor, pelas relações de carinho e amor que construí. Obrigada por me deixar acertar com vocês, mas principalmente por me deixar errar, pelas vergonhas e as risadas que damos disso.

Espero que vc esteja aqui comigo ano que vem mais uma vez. ❤️

VIAJAR SOZINHA
31.07.2025
32.1.viajarsozinha

Viajar sozinha era o primeiro item da minha Bucket List e já comecei falhando. Mas calma! Meio que deu certo também.

Uma vez, eu tive um namorado que amava viajar, tipo, muito mesmo. Mas uma coisa me irritava: ele sempre ia para os mesmos lugares. Eu ficava ali sem entender aquela fixação em voltar para o já conhecido quando se tem um mundo inteiro disponível. Claro, eu entendo que pra muita gente, ter muita opção é angustiante, mas acho que essa é uma das poucas coisas que fogem da minha personalidade virginiana: eu tenho uma curiosidade genuína pelo desconhecido. Te explico.

Eu passei todos os anos da infância e adolescência viajando apenas para o interior do Tocantins para visitar parentes. Aquilo me deixava em conflito: por um lado adorava estar ali, ver minha família e ser uma novidade na cidade minúscula, mas também me estressava porque não tinha absolutamente NADA de interessante acontecendo. Na última vez que fui, aos 16 anos, vivi um romance de verão com o vizinho e essa foi a coisa mais relevante que rolou.

2014 – Quando fui morar em Uberlândia depois de ter gostado muito de visitar a cdade pela primeira vez em 2010
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BINDING 13 (WALSH CHLOE)
22.07.2025

Binding 13 é um slow burn que conta a história de Johnny Kavanagh. Aos 17 anos o cara é uma máquina. Ele respira rúgbi e é ótimo no que faz, uma lesão grave, porém, está colocando sua carreira em risco. Apesar da pouca idade, Johnny circula entre os adultos com facilidade e tenta ser bem maduro, garotas nunca foram um problema, até agora. Shannon Lynch é a novata da escola, ela é tímida e misteriosa, seus segredos são perigosos.

Tá, vamos lá, eu normalmente não curto muito esses romances em que nada acontece, feijoada. Eu fiquei bastante entediada até um pouquinho antes da metade. Apesar de depois ter fluido muito bem, o livro poderia ter tranquilamente 300 páginas a menos. Quem escreve um romance adolescente de 700 páginas, meu deus?

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EU QUERIA MUITO CHORAR (É TUDO BOBAGEM)
21.07.2025

(Agora tá tudo bem)

Foi meu último dia no trabalho. Deixei um documento explicando para a minha sucessora toda a minha rotina para que ela não fique tão perdida e escrevi um textinho de despedida, além de deixar uma mensagem bonita no quadro para as meninas. Também limpei as gavetas.

Vou sentir saudade de vcs, meninas…

Ser jornalista nunca foi algo que eu sonhei, eu sequer me apaixonei pela profissão, mas nesse trabalho eu encontrei muita coisa: um oportunidade de aprender mais, amigas leais e uma rotina confortável que me permitiu muita coisa. Então, como nem tudo são flores, essa não foi uma despedida fácil.

Não foi, principalmente porque não foi só um até logo, sei que estou exagerando em tudo, mas a sentimento que me sufoca a garganta é o de que de alguma forma, eu não dei certo na vida. A incapacidade de me resolver sozinha.

Um tempo atrás eu teria olhado para trás em pânico porque tudo parece uma bagunça, a vida que eu levo, as dívidas que possuo, os caras em quem eu acredito. Hoje eu sinto só… esse amargo de que parece que eu não tomo boas decisões.

O aniversário da Helena foi ótimo!

Eu nem sei porque estou tão dramática a respeito disso porque eu literalmente pedi por isso. Por uma grande mudança. Mas poxa, universo, não dava pra fazer em suaves parcelas?

Helena 2 anos, reforma de casa e missão madrinha

Minha casa segue em reforma, uma mudança física. O cômodo mais afetado foi o meu quarto, também conhecido como o meu santuário e que agora já tem mais de 30 dias que mas eu decidi que eu farei o que tiver que ser feito e só depois pensar no meu quarto. Até agora, vi que preciso comprar um guarda-roupa, um criado mudo, um abajur, um tapete, tinha e massa, instalar o ar, comprar uma cortina (talvez eu faça), preciso de uma cadeira (achei uma que amei, mas… vamos ver), preciso comprar a palha indiana também, pintar a cama e mais pra frente comprar um colchão novo, caixas organizadoras e uma luminária bonita pro teto.

Missão madrinha concluída com sucesso

Agora duas coisas estão na frente: a festinha de aniversário de 2 aninhos da Helena (aqui será só mão de obra) e a viagem pra Uberlândia… Comprei a passagem de ida e irei ficar em um airbnb. Missão madrinha de casamento, acho que é isso… Quando eu voltar é que irei me resolver com o novo emprego, muita coisa acontecendo. E eu ainda inventei que quero mexer no site, mas não arrumei ngm ainda. Vida que segue.

81 – 90: OS 100 MELHORES DISCOS DA MÚSICA BRASILEIRA SEGUNDO A ROLLING STONES
14.07.2025

Resolvi escutar a lista dos 100 maiores discos da música brasileira, publicada pela revista Rolling Stone Brasil em outubro de 2007. Não faço críticas profissionais e muito menos entendo de música, mas achei que fosse ser legal diversificar um pouco a minha playlist. Então, um LEMBRETE IMPORTANTE: esse post é subjetivo. A parte I está aqui.

90. Quem é Quem (1973) – João Donato

Contexto: este álbum destaca-se pela fusão inovadora de jazz, bossa nova e música latina, refletindo a versatilidade e o talento de João Donato como compositor e instrumentista.

Minha opinião: eu gosto de escutar música de manhã cedinho e achei esse um disco muito matutino. Algumas faixas me lembraram de Los Hermanos e achei que foi muito musical da minha parte kkk porque tem várias referências citando eles mesmo
Nota: 7/10

89. Carnaval na Obra (1998) – Mundo Livre S/A

Contexto: conhecido por mesclar ritmos regionais brasileiros com influências do rock e do funk, este disco exemplifica o movimento manguebeat, do qual a banda foi uma das precursoras.

Minha opinião: “Ó minha pobre próstata inerte” com certeza é um dos versos que já existiram.
Nota: 6/10

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O IMPULSO (AUDRAIN, ASHLEY)
28.05.2025

O Impulso, de Ashley Audrain, foi o livro do mês no clube do livro e rendeu um debate bem interessante sobre maternidade compulsória e o medo de crianças com caráter… duvidoso.

A história acompanha quatro gerações de mulheres: Etta, a mãe negligente de Cecília; Cecília, que abandonou a filha Blythe; Blythe, que narra a maior parte da história e também não sabe como se conectar com sua filha Violet, uma criança que, desde o nascimento, parece carregar algo de estranho.

Violet faz coisas que a gente só percebe se olhar de MUITO perto. E coisas estranhas acontecem quando ninguém está olhando. Blythe não é uma narradora confiável, então a grande pergunta que ronda a leitura é: aconteceu mesmo ou foi tudo coisa da cabeça dela?

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UM DIA VOCÊ ACORDA E ESTÁ DIFERENTE
27.05.2025

Quando me divorciei eu coloquei porque coloquei na cabeça que queria ser uma pessoa diferente. Entrava nas redes sociais e me maravilhava com histórias de pessoas que, do dia pra noite, mudavam de emprego, cidade e personalidade. Dormia todas as noites planejando como seria o dia seguinte, que seria diferente, mas não adiantava. Pra onde eu ia, eu estava.

Me frustrei com a ideia de não conseguir ser uma pessoa diferente. Perdi as contas de quantas personalidades eu sonhei em ser: de mulher bem-sucedida cheia de trabalho, correndo pelas ruas da cidade com um grande copo de café a uma mulher viajante que não pisa o pé em casa por meses.
Fiquei tão aficionada pela ideia de ser uma pessoa diferente que nem me liguei quando, de fato, aconteceu.

Eu te entendo, Gregor Samsa

De repente não gostava mais de ler os mesmos livros, me interessei por outras músicas, passei a prestar mais atenção nos filmes, as pessoas ao meu redor estavam diferentes e minhas roupas pareciam parte de uma vida que eu nunca vivi.

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O QUE PEGA QUEM PEGA GERAL?
11.04.2025

Você já parou pra pensar por que a gente pega geral? Tipo, de verdade, o que tem por trás disso? Escutei essa pergunta no podcast Meu Inconsciente Coletivo, com o psicanalista André Alves. A host começou o episódio com essa provocação: “O que a pessoa que pega geral quer pegar?”

André comenta que cada um dá um significado pra pegação, e então eles exploram alguns vetores bem interessantes:

  • Turista da cultura: quer conhecer tudo, quer passar por tudo, etc;
  • Vingativo: quer mostrar (pra alguém) que é capaz;
  • Abandono: fui abandonado, me senti profundamente desamparado e agora quero distribuir a perda;
  • Consumista: quero números.

Eu nunca fui uma boa solteira, e esse episódio mexeu comigo de um jeito curioso — de observância mesmo. Me vi em todas essas posições. Lembro que, no meu primeiro momento solteira, falei que ia fincar minha bandeira em todos os territórios. E foi o que eu fiz. Nos meses seguintes, nada me escapou: homens mais velhos, mais novos, gordos, magros, pretos, brancos, estudantes, trabalhadores, moleques, gente fina, babacas… Um cardápio variado de experiências. Até ok, mas sem grandes lições no final das contas. Tipo uma viagem de férias que você até curte, mas chega uma hora em que tudo o que você quer é voltar pra casa, sabe?

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HOZIER
21.03.2025

Se você já ouviu Take Me to Church, provavelmente conhece Hozier, mas esse artista irlandês vai muito além de um sucesso viral. Com uma voz profunda e letras poéticas, ele construiu uma carreira marcada por músicas que misturam paixão, melancolia e crítica social.

Nascido Andrew John Hozier-Byrne, o cantor de 35 anos é pisciano e tem suas influências principalmente no blues, folk e soul. Antes da fama, Hozier estudava música no Trinity College Dublin, com foco em teoria musical e performance. No entanto, ele abandonou os estudos para se dedicar completamente à carreira artística.

Então, ele compõe Take Me to Church em 2013 e grava a música no sótão da casa de seus pais, abordando temas como repressão religiosa e liberdade de expressão. O videoclipe mostra um casal gay sendo perseguido e viralizou rapidamente no YouTube e no Reddit, chamando a atenção da gravadora Columbia Records, que lançou a faixa mundialmente. A canção foi indicada ao Grammy de Canção do Ano em 2015 e consolidou Hozier como um artista relevante na cena musical.

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BABYGIRL (HALINA REIJN)
20.03.2025

Em Babygirl, Romy é uma poderosa CEO de 57 anos que tem todos os aspectos da sua vida sob controle: um casamento sólido, filhas amorosas e uma empresa de sucesso. Uma mulher bem-sucedida. No entanto, em um dia aparentemente comum, algo a desestabiliza. A caminho do trabalho, ela se depara com um cachorro feroz correndo em sua direção. O terror dura apenas alguns segundos, pois um assovio corta o ar e o animal muda de curso indo na direção oposta para receber petiscos das mãos de um rapaz. Esse rapaz é Samuel, um estagiário da empresa de Romy. Pouco se sabe sobre ele, exceto que suas atitudes são atrevidas e desafiadoras.

Desde o início, o filme deixa claro que, apesar de Romy ter o mundo aos seus pés, algo lhe falta: o direito ao orgasmo. Na cena de abertura, vemos um momento ardente entre ela e seu esposo bonitão, mas quando o sexo termina, Romy se dirige apressadamente ao escritório e, sozinha, alcança o clímax assistindo a um filme pornográfico.

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PSICOLOGIA
17.03.2025

Comecei a estudar Psicologia. Tenho 33 anos e minha sala é cheia de adolescentes — o que, pra mim, é um desmotivador. Além disso, os nomes das matérias são supercomplexos, o que me deixou completamente perdida. E essa, para mim, é a pior parte de aprender algo novo: perceber o quanto ainda somos ignorantes naquele assunto.

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100 – 91: OS 100 MELHORES DISCOS DA MÚSICA BRASILEIRA SEGUNDO A ROLLING STONES
25.02.2025

Resolvi escutar a lista dos 100 maiores discos da música brasileira, publicada pela revista Rolling Stone Brasil em outubro de 2007. Não faço críticas profissionais e muito menos entendo de música, mas achei que fosse ser legal diversificar um pouco a minha playlist. Então, um LEMBRETE IMPORTANTE: esse post é subjetivo.

100. Circense – Egberto Gismonti (1980)

Contexto: este trabalho instrumental destaca-se pela fusão de música erudita, jazz e elementos da música brasileira, evidenciando a versatilidade e genialidade de Gismonti como compositor e multi-instrumentista.

Minha opinião: nunca tinha escutado falar do Egberto Gismonti, comecei ouvir meio desanimada e com certa resistência, mas pra minha surpresa, acabei gostando. Apesar de ser animado, se você colocar só pra ouvir, vai ser entediante, mas achei um ótimo companheiro para escrita (pra leitura achei agitado demais).
Nota: 7/10

99. Revoluções Por Minuto – RPM (1985)

Contexto: marcado por hits que dominaram as paradas, este álbum mescla rock e música eletrônica, refletindo as tendências musicais dos anos 80 no Brasil.

Minha opinião: de RPM eu acho que só conhecia a música do BBB e Olhar 43, acredita? A real é que acho a voz do Paulo Ricardo irritante e as batidas meio psicodélicas entraram na minha cabeça e quase não saíram mais, mas não de uma forma positiva.
Nota: 5/10

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@lumiconunes