EU QUERIA MUITO CHORAR (É TUDO BOBAGEM)
21.07.2025

(Agora tá tudo bem)

Foi meu último dia no trabalho. Deixei um documento explicando para a minha sucessora toda a minha rotina para que ela não fique tão perdida e escrevi um textinho de despedida, além de deixar uma mensagem bonita no quadro para as meninas. Também limpei as gavetas.

Vou sentir saudade de vcs, meninas…

Ser jornalista nunca foi algo que eu sonhei, eu sequer me apaixonei pela profissão, mas nesse trabalho eu encontrei muita coisa: um oportunidade de aprender mais, amigas leais e uma rotina confortável que me permitiu muita coisa. Então, como nem tudo são flores, essa não foi uma despedida fácil.

Não foi, principalmente porque não foi só um até logo, sei que estou exagerando em tudo, mas a sentimento que me sufoca a garganta é o de que de alguma forma, eu não dei certo na vida. A incapacidade de me resolver sozinha.

Um tempo atrás eu teria olhado para trás em pânico porque tudo parece uma bagunça, a vida que eu levo, as dívidas que possuo, os caras em quem eu acredito. Hoje eu sinto só… esse amargo de que parece que eu não tomo boas decisões.

O aniversário da Helena foi ótimo!

Eu nem sei porque estou tão dramática a respeito disso porque eu literalmente pedi por isso. Por uma grande mudança. Mas poxa, universo, não dava pra fazer em suaves parcelas?

Helena 2 anos, reforma de casa e missão madrinha

Minha casa segue em reforma, uma mudança física. O cômodo mais afetado foi o meu quarto, também conhecido como o meu santuário e que agora já tem mais de 30 dias que mas eu decidi que eu farei o que tiver que ser feito e só depois pensar no meu quarto. Até agora, vi que preciso comprar um guarda-roupa, um criado mudo, um abajur, um tapete, tinha e massa, instalar o ar, comprar uma cortina (talvez eu faça), preciso de uma cadeira (achei uma que amei, mas… vamos ver), preciso comprar a palha indiana também, pintar a cama e mais pra frente comprar um colchão novo, caixas organizadoras e uma luminária bonita pro teto.

Missão madrinha concluída com sucesso

Agora duas coisas estão na frente: a festinha de aniversário de 2 aninhos da Helena (aqui será só mão de obra) e a viagem pra Uberlândia… Comprei a passagem de ida e irei ficar em um airbnb. Missão madrinha de casamento, acho que é isso… Quando eu voltar é que irei me resolver com o novo emprego, muita coisa acontecendo. E eu ainda inventei que quero mexer no site, mas não arrumei ngm ainda. Vida que segue.

81 – 90: OS 100 MELHORES DISCOS DA MÚSICA BRASILEIRA SEGUNDO A ROLLING STONES
14.07.2025

Resolvi escutar a lista dos 100 maiores discos da música brasileira, publicada pela revista Rolling Stone Brasil em outubro de 2007. Não faço críticas profissionais e muito menos entendo de música, mas achei que fosse ser legal diversificar um pouco a minha playlist. Então, um LEMBRETE IMPORTANTE: esse post é subjetivo. A parte I está aqui.

90. Quem é Quem (1973) – João Donato

Contexto: este álbum destaca-se pela fusão inovadora de jazz, bossa nova e música latina, refletindo a versatilidade e o talento de João Donato como compositor e instrumentista.

Minha opinião: eu gosto de escutar música de manhã cedinho e achei esse um disco muito matutino. Algumas faixas me lembraram de Los Hermanos e achei que foi muito musical da minha parte kkk porque tem várias referências citando eles mesmo
Nota: 7/10

89. Carnaval na Obra (1998) – Mundo Livre S/A

Contexto: conhecido por mesclar ritmos regionais brasileiros com influências do rock e do funk, este disco exemplifica o movimento manguebeat, do qual a banda foi uma das precursoras.

Minha opinião: “Ó minha pobre próstata inerte” com certeza é um dos versos que já existiram.
Nota: 6/10

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O IMPULSO (AUDRAIN, ASHLEY)
28.05.2025

O Impulso, de Ashley Audrain, foi o livro do mês no clube do livro e rendeu um debate bem interessante sobre maternidade compulsória e o medo de crianças com caráter… duvidoso.

A história acompanha quatro gerações de mulheres: Etta, a mãe negligente de Cecília; Cecília, que abandonou a filha Blythe; Blythe, que narra a maior parte da história e também não sabe como se conectar com sua filha Violet, uma criança que, desde o nascimento, parece carregar algo de estranho.

Violet faz coisas que a gente só percebe se olhar de MUITO perto. E coisas estranhas acontecem quando ninguém está olhando. Blythe não é uma narradora confiável, então a grande pergunta que ronda a leitura é: aconteceu mesmo ou foi tudo coisa da cabeça dela?

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UM DIA VOCÊ ACORDA E ESTÁ DIFERENTE
27.05.2025

Quando me divorciei eu coloquei porque coloquei na cabeça que queria ser uma pessoa diferente. Entrava nas redes sociais e me maravilhava com histórias de pessoas que, do dia pra noite, mudavam de emprego, cidade e personalidade. Dormia todas as noites planejando como seria o dia seguinte, que seria diferente, mas não adiantava. Pra onde eu ia, eu estava.

Me frustrei com a ideia de não conseguir ser uma pessoa diferente. Perdi as contas de quantas personalidades eu sonhei em ser: de mulher bem-sucedida cheia de trabalho, correndo pelas ruas da cidade com um grande copo de café a uma mulher viajante que não pisa o pé em casa por meses.
Fiquei tão aficionada pela ideia de ser uma pessoa diferente que nem me liguei quando, de fato, aconteceu.

Eu te entendo, Gregor Samsa

De repente não gostava mais de ler os mesmos livros, me interessei por outras músicas, passei a prestar mais atenção nos filmes, as pessoas ao meu redor estavam diferentes e minhas roupas pareciam parte de uma vida que eu nunca vivi.

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O QUE PEGA QUEM PEGA GERAL?
11.04.2025

Você já parou pra pensar por que a gente pega geral? Tipo, de verdade, o que tem por trás disso? Escutei essa pergunta no podcast Meu Inconsciente Coletivo, com o psicanalista André Alves. A host começou o episódio com essa provocação: “O que a pessoa que pega geral quer pegar?”

André comenta que cada um dá um significado pra pegação, e então eles exploram alguns vetores bem interessantes:

  • Turista da cultura: quer conhecer tudo, quer passar por tudo, etc;
  • Vingativo: quer mostrar (pra alguém) que é capaz;
  • Abandono: fui abandonado, me senti profundamente desamparado e agora quero distribuir a perda;
  • Consumista: quero números.

Eu nunca fui uma boa solteira, e esse episódio mexeu comigo de um jeito curioso — de observância mesmo. Me vi em todas essas posições. Lembro que, no meu primeiro momento solteira, falei que ia fincar minha bandeira em todos os territórios. E foi o que eu fiz. Nos meses seguintes, nada me escapou: homens mais velhos, mais novos, gordos, magros, pretos, brancos, estudantes, trabalhadores, moleques, gente fina, babacas… Um cardápio variado de experiências. Até ok, mas sem grandes lições no final das contas. Tipo uma viagem de férias que você até curte, mas chega uma hora em que tudo o que você quer é voltar pra casa, sabe?

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HOZIER
21.03.2025

Se você já ouviu Take Me to Church, provavelmente conhece Hozier, mas esse artista irlandês vai muito além de um sucesso viral. Com uma voz profunda e letras poéticas, ele construiu uma carreira marcada por músicas que misturam paixão, melancolia e crítica social.

Nascido Andrew John Hozier-Byrne, o cantor de 35 anos é pisciano e tem suas influências principalmente no blues, folk e soul. Antes da fama, Hozier estudava música no Trinity College Dublin, com foco em teoria musical e performance. No entanto, ele abandonou os estudos para se dedicar completamente à carreira artística.

Então, ele compõe Take Me to Church em 2013 e grava a música no sótão da casa de seus pais, abordando temas como repressão religiosa e liberdade de expressão. O videoclipe mostra um casal gay sendo perseguido e viralizou rapidamente no YouTube e no Reddit, chamando a atenção da gravadora Columbia Records, que lançou a faixa mundialmente. A canção foi indicada ao Grammy de Canção do Ano em 2015 e consolidou Hozier como um artista relevante na cena musical.

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BABYGIRL (HALINA REIJN)
20.03.2025

Em Babygirl, Romy é uma poderosa CEO de 57 anos que tem todos os aspectos da sua vida sob controle: um casamento sólido, filhas amorosas e uma empresa de sucesso. Uma mulher bem-sucedida. No entanto, em um dia aparentemente comum, algo a desestabiliza. A caminho do trabalho, ela se depara com um cachorro feroz correndo em sua direção. O terror dura apenas alguns segundos, pois um assovio corta o ar e o animal muda de curso indo na direção oposta para receber petiscos das mãos de um rapaz. Esse rapaz é Samuel, um estagiário da empresa de Romy. Pouco se sabe sobre ele, exceto que suas atitudes são atrevidas e desafiadoras.

Desde o início, o filme deixa claro que, apesar de Romy ter o mundo aos seus pés, algo lhe falta: o direito ao orgasmo. Na cena de abertura, vemos um momento ardente entre ela e seu esposo bonitão, mas quando o sexo termina, Romy se dirige apressadamente ao escritório e, sozinha, alcança o clímax assistindo a um filme pornográfico.

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PSICOLOGIA
17.03.2025

Comecei a estudar Psicologia. Tenho 33 anos e minha sala é cheia de adolescentes — o que, pra mim, é um desmotivador. Além disso, os nomes das matérias são supercomplexos, o que me deixou completamente perdida. E essa, para mim, é a pior parte de aprender algo novo: perceber o quanto ainda somos ignorantes naquele assunto.

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100 – 91: OS 100 MELHORES DISCOS DA MÚSICA BRASILEIRA SEGUNDO A ROLLING STONES
25.02.2025

Resolvi escutar a lista dos 100 maiores discos da música brasileira, publicada pela revista Rolling Stone Brasil em outubro de 2007. Não faço críticas profissionais e muito menos entendo de música, mas achei que fosse ser legal diversificar um pouco a minha playlist. Então, um LEMBRETE IMPORTANTE: esse post é subjetivo.

100. Circense – Egberto Gismonti (1980)

Contexto: este trabalho instrumental destaca-se pela fusão de música erudita, jazz e elementos da música brasileira, evidenciando a versatilidade e genialidade de Gismonti como compositor e multi-instrumentista.

Minha opinião: nunca tinha escutado falar do Egberto Gismonti, comecei ouvir meio desanimada e com certa resistência, mas pra minha surpresa, acabei gostando. Apesar de ser animado, se você colocar só pra ouvir, vai ser entediante, mas achei um ótimo companheiro para escrita (pra leitura achei agitado demais).
Nota: 7/10

99. Revoluções Por Minuto – RPM (1985)

Contexto: marcado por hits que dominaram as paradas, este álbum mescla rock e música eletrônica, refletindo as tendências musicais dos anos 80 no Brasil.

Minha opinião: de RPM eu acho que só conhecia a música do BBB e Olhar 43, acredita? A real é que acho a voz do Paulo Ricardo irritante e as batidas meio psicodélicas entraram na minha cabeça e quase não saíram mais, mas não de uma forma positiva.
Nota: 5/10

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ORAÇÃO PARA DESAPARECER (SOCORRO ACIOLI)
24.02.2025

Oração para Desaparecer apareceu no meu feed por meses, sempre com ótimas avaliações e resenhas bem elaboradas, então fui com muita sede ao pote, mas infelizmente, para mim, não funcionou.

A história de Aparecida começa de forma intrigante: ela é desenterrada viva em Portugal, nua, careca e sem memórias de quem foi. No entanto, essa premissa promissora logo se perde. Uma família a acolhe e explica que ela é uma ressurrecta (essa palavra kkkk), ou seja, uma pessoa que quase morre em algum lugar do mundo e reaparece em outro ponto. A função dessa família é incentivá-la a recuperar suas lembranças.

Aparecida tem sonhos confusos nos quais pequenos fragmentos de sua antiga vida aparecem, mas nada parece se conectar de verdade.

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[SEM DATA] ALVORADA, TO
24.02.2025

Querida Evinha, boa noite, amor!
Eis-me nesta sossegada cidade de Alvorada. Uma cidade que encontrei adormecida às nove horas da noite. Começo amanhã meu trabalho, espero que corra tudo bem, embora os negócios estejam um pouco parados. Estou meio melancólico, mas isso passará, espero.

Ah! Escrevo para “aquela que me medita. Ela sonha e esse sonho sou eu.” E depois, quando em mãos, não se tem papel para transmitir ideias – cria-se condições, mesmo sendo inapropriadas são válidas.

Como alma perdida, na escuridão da noite, vaguei pelos cumpridos corredores do hotelzinho de 2ª classe, onde sem luz passo a noite. Queria escrever-lhe mas não tinha papel, resolvi então sair em busca. Tateando pelos corredores batia na porta da direita e da esquerda:
— Me arruma uma folha de papel? E a resposta:
— Não tenho.
No finalzinho do corredor encontrei estas folhas de caderno. Ufa! que alívio.

E agora, eis-me aqui, sentado a sua frente. Cigarro nos lábios, papel e caneta a mão, rosto inclinado – e as ideias? Sumiram!!!

De todos os defeitos que trago comigo, o menos elogiável é sem dúvida, a falta de conhecimentos, os demais são imperdoáveis, mas fazem parte da vida e as pessoas podem até compreendê-los.

…Um rosto inclinado que pensa. Pensa em você e só sabe dizer: “Evinha” “Evinha” “meu benzinho” “Meu benzinho” “Eu te amo “Eu te amo”.

Pretinha querida, quando na 2ª feira que sai dai, vim dormir em Guaraí, onde vendi 250 mil. Na 3ª, dormi em Miranorte, onde vendi 160 mil. Na 4ª, fui à Lagoa da Confusão, mas na volta dormi em Cristalândia. E hoje 5ª, aqui estou em Alvorada, de onde lhe escrevo.

Não consegui encontrar a Terezinha. Falei com o pai dela -sr. Plandô. Mas o cano foi confirmado. Adeus tutú!

Quanto a mulher de Alvorada, prometeu arrumar o dinheiro de hoje até 2ª feira próxima.

O Gabriel foi embora, ele me aborrece um pouco, mas quando ele vai, sinto falta. Talvez seja a falta de seus enjoamentos.

Evinha, nós, os homens, tomamos ares importantes, mas conhecemos, no intimo do coração, a hesitação, a dúvida, a tristeza…

O Gabriel está terrivelmente abatido… Os negócios… A Aninha etc. etc. Pediu-me ele, que arrumasse 250 mil em cheques dos meus fregueses e + 250 mil quando for ao Mato Grosso, totalizando 500 mil, em troca da variante. Tive de aceitar. Agora temos dois carros, mas fico devendo as firmas.

Diante das dificuldades para concretizar nossa união. Diante dos prejuízos que venho tomando, senti um pouco em duvida, mas acabei por topar a parada, porque penso que “o viajante que sobe uma montanha na direção de uma estrela, quando se deixa absorver pelos problemas da escalada, está arriscado a esquecer qual estrela o guia”. Se só age por agir, não irá a parte alguma. E eu não quero esquecer a minha estrela, porque sem você não irei a parte alguma. Talvez este negócio, um pouco arriscado, seja a solução mais rápida para nós. Queria que minha “estrela” tivesse confiança em mim e não pensasse que estou acomodado, como você vem pensando.

De outra parte penso que, a zeladora de uma igreja, quando se preocupa demasiado com a disposição das cadeiras, está arriscada a esquecer que serve a um Deus. Assim, prendendo-me demasiadamente a ideia de só arrumar o dinheiro para o casamento, estou arriscado a esquecer a noiva.

Evinha, inclinado sob a luz da vela já queimei o cabelo duas vezes, mas é por causa da fumaça do cigarro que tenho picumã no nariz.

Meu benzinho, tenho tentado disfarçar minhas preocupações, mas a verdade é que, estou constantemente envolvido pelas próprias condições do aborrecimento. E entretanto, divindades invisíveis constroem-nos numa rede de direções, de declives e de sinais, numa musculatura secreta e viva. Não há mais uniformidade. Tudo se orienta. Até mesmo um silêncio em mim, não se parece com outro silencio.

Sabe, Evinha, pensando bem, há um silêncio de paz, quando estou escrevendo a você, quando a noite traz sua frescura e parece que a gente para num porto seguro, como sua presença amiga e companheira. Há um silencio do meio dia, quando o sol impede os pensamentos e os movimentos. Há um falso silêncio, quando você está distante, porque conheço de perto a religião interior. Há um silêncio de conspiração, quando se sabe que as pessoas tentam fazer sua cabecinha contra mim. Há um silêncio de mistérios, quando os inimigos que a gente pensa ser amigos se reúnem e confabulam para saber nossas vidas. Há um silêncio tenso, quando estou longe e me veem temores de que jamais voltarei a vê-la. Um silencio agudo quando, a noite, a gente prende a respiração para escutar. Um silencio melancólico, se a gente se lembrar do que ama.

DISCLAIMER

Encontrei algumas cartas que meu pai escreveu para minha mãe, essa estava sem data mas desconfio que seja no início dos anos 80.

ESCUTA EMPÁTICA
19.02.2025

Há quem diz ser bom ouvinte. Eu conheço uma pessoa capaz de ouvir horas e não falar um A, sempre admirei essa característica. Fazendo o curso de UX/UI, descobri que entre as cinco coisas mais procuradas em um profissional está a empatia. Dessa forma, a primeira aula do curso é sobre escuta empática.

4 PASSOS DA ESCUTA EMPÁTICA

OBSERVAÇÃO: Em primeiro lugar, ouça e atente-se ao que a pessoa tem a dizer sem julgamentos.
SENTIMENTO: Logo depois, verbalize o que o outro possa estar sentindo para que ele sinta-se à vontade e comente espontaneamente sobre o ocorrido. Por exemplo: “Você ficou muito triste?”
NECESSIDADE: Então, investigue a necessidade da pessoa. Empatia é buscar pela necessidade do outro. Ouça atentamente e se pergunte “do que essa pessoa precisa nesse momento?
PEDIDO: Finalmente, ajude a pessoa a tirar uma ação ou fazer um pedido para que ela se sinta melhor.

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@lumiconunes