11 ANOS DE BLOG
09.09.2025

Até hoje me lembro como tudo começou: sentava numa mesa do finado supermercado Extra e ficava fazendo mil planos sobre o que viria ser a minha atividade favorita do universo. Me arrependo muito de ter escrito para outros blogs e ter perdido alguns conteúdos, mas quando paro e penso nesses onze anos de jornada e mais de 500 escritos, sinto orgulho.

No primeiro aniversário, o blog ainda se chamava antes das cinco, a Nath ainda escrevia aqui e eu morava em Uberlândia. Foi o meu primeiro contato com jornalismo, sabe? Nessa jornada, aprendi coisas muito valiosas como ter voz própria, saber as coisas que eu gosto e dar opinião.

Quando fiz cinco anos de estrada, o tema tinha mudado e eu estava sozinha nessa caminhada. Minhas fotos melhoraram. Minha escrita também, mas também gastei mais dinheiro do que deveria com produção… porém tinha a certeza de que eu tinha me encontrado.

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TRÊS SÉRIES POLICIAIS BRASILEIRAS QUE EU GOSTEI + UMA QUE NÃO VALE A PENA
03.09.2025

Quando pensamos em séries policiais, é comum lembrarmos das produções americanas que dominam as plataformas de streaming. Mas a verdade é que o Brasil também tem criado histórias intensas, cheias de suspense e muito bem produzidas. Está mais do que na hora de valorizarmos o que é nosso e mergulharmos nessas narrativas nacionais que não deixam nada a desejar quando comparadas às produções estrangeiras. Aqui estão três sugestões de série policiais que eu amei:

Dupla Identidade (2014)

Escrita por Glória Perez e dirigida por René Sampaio, a série é uma produção da Globoplay e tem apenas uma temporada.
Estrelada por Bruno Gagliasso, Luana Piovani, Débora Falabella e Marcello Novaes, Dupla Identidade conta a história de Edu (Bruno Gagliasso), um serial killer de mulheres muito atraente.
Apesar de ter achado tudo americanizado demais, eu gostei. Quer dizer, temos nossas próprias histórias para contar, não precisamos nos basear em Ted Bundy e FBI, né? Apesar disso, acho que a série me surpreendeu pela fotografia e pelos personagens (principalmente Edu e Rai) que se desenvolvem muito bem no decorrer da trama.

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LIVROS TOCANTINENSES NA MINHA ESTANTE
02.09.2025

Nasci em Palmas e cresci ouvindo que meu estado não tem cultura própria. Isso me deixava apavorada, afinal de contas, cultura é o que nos conecta, nos dá identidade e nos faz sentir pertencentes a um lugar. Graças aos céus, eu cresci e vi que isso não é verdade. O Tocantins é um estado muito vasto culturalmente falando, por isso, é tão especial olhar para a estante e encontrar nela escritores tocantinenses, muitos deles jovens, que estão construindo histórias e deixando suas marcas no mundo. Cada livro é um tesouro que carrega a voz de quem escreve, o reflexo do nosso tempo e a força de um estado que pulsa criatividade. Estar rodeada dessas obras é também estar rodeada de futuros, de sonhos e de uma riqueza cultural que merece ser celebrada.

ALGIBEIRA DOS OLHOS – TÁCIO PIMENTA

Sobre o livro: Uma coletânea de 61 poemas divididos em sete partes e 121 páginas que contam ainda com ilustrações de Álvaro Maia. Eu, que adquiri o livro recentemente, tive que pesquisar o que era algibeira e não me arrependi. Já vi algumas poesias sendo recitadas pela cidade e me apaixonei antes mesmo de abrir a primeira página.

“Aqui, a cor e a dor de cada instante tenta atrasar os ponteiros, reter-se em palavras: transmuta-se em sensações. São, decerto, poemas, de carne e nervura, de avessos e entranhas, se esticando para roçar delicadamente o intangível da existência.”
Sobre o autor: Tácio Pimenta é baiano de Eunápolis, mas, também, paraense de Belém, maranhense de Imperatriz e, em especial, tocantinense de Palmas, onde vive desde 2005. Jornalista de formação pela Universidade Federal do Tocantins e redator publicitário de oficio, encontrou na poesia uma lugar propicio para experimentar, brincar e amar as palavras sem deadline.
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CONTINUE A NADAR…
01.09.2025

Agora com onze anos de blog, lembrei de uma entrevista que a Julia Pettit disse que teve muita dificuldade para deixar o Petiscos, blog dela. Lembrei que ela disse que não fez terapia nem quando o pai dela morreu, mas teve que fazer para abandonar esse projeto. 

Eu estava me sentindo um pouco assim também. O meu blog por muito tempo foi tudo pra mim: onde eu escrevia meus sentimentos, as coisas que eu gosto, virou até portfólio de trabalho… mas com o passar dos anos, as postagens foram ficando cada vez mais espaçadas, algumas categorias foram sumindo e eu também fui me perdendo no processo. 

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33
26.08.2025

Em todos os lugares em que estive e voltei tiveram a ver com gente. Fiquei pensativa sobre o papel das pessoas na minha vida. Conviver é difícil, né? Mas também é onde tudo acontece. Os dias bons são dias bons, só isso. Agora os ruins, constroem relações, as trocas e é quando nasce o amor que é esforço, mas também é força.

Hoje faço trinta e poucos e envelhecer tem sido uma onda. As pessoas já não me olham tanto assim, então aproveito pra olhá-las. Tenho ficado mais observadora, entendendo que os livros que eu leio, são escritos por gente como a gente. Professores, artistas, pais, pessoas que não fazem a menor ideia do que estão fazendo.

Confesso que fiquei triste quando descobri que não tem isso de alma gêmea. É tanto ex pelo mundo: amigo, amante, chefes… Nem da pra sentir raiva quando a gente se machuca porque agora eu sei: essas pessoas estão tentando também.

A idade traz essa maturidade do deixar ir só porque é mais simples assim mesmo e, às vezes, perceber que você é meio babaca também faz tudo parecer menos difícil.

Tem pessoas que a gente nunca vai esquecer, mesmo que tenha passado só um pouquinho de tempo com elas. Tem gente que vai embora, mais fica.

Hoje, aos 33, sou grata pelas pessoas ao meu redor, pelas relações de carinho e amor que construí. Obrigada por me deixar acertar com vocês, mas principalmente por me deixar errar, pelas vergonhas e as risadas que damos disso.

Espero que vc esteja aqui comigo ano que vem mais uma vez. ❤️

VIAJAR SOZINHA
31.07.2025
32.1.viajarsozinha

Viajar sozinha era o primeiro item da minha Bucket List e já comecei falhando. Mas calma! Meio que deu certo também.

Uma vez, eu tive um namorado que amava viajar, tipo, muito mesmo. Mas uma coisa me irritava: ele sempre ia para os mesmos lugares. Eu ficava ali sem entender aquela fixação em voltar para o já conhecido quando se tem um mundo inteiro disponível. Claro, eu entendo que pra muita gente, ter muita opção é angustiante, mas acho que essa é uma das poucas coisas que fogem da minha personalidade virginiana: eu tenho uma curiosidade genuína pelo desconhecido. Te explico.

Eu passei todos os anos da infância e adolescência viajando apenas para o interior do Tocantins para visitar parentes. Aquilo me deixava em conflito: por um lado adorava estar ali, ver minha família e ser uma novidade na cidade minúscula, mas também me estressava porque não tinha absolutamente NADA de interessante acontecendo. Na última vez que fui, aos 16 anos, vivi um romance de verão com o vizinho e essa foi a coisa mais relevante que rolou.

2014 – Quando fui morar em Uberlândia depois de ter gostado muito de visitar a cdade pela primeira vez em 2010
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BINDING 13 (WALSH CHLOE)
22.07.2025

Binding 13 é um slow burn que conta a história de Johnny Kavanagh. Aos 17 anos o cara é uma máquina. Ele respira rúgbi e é ótimo no que faz, uma lesão grave, porém, está colocando sua carreira em risco. Apesar da pouca idade, Johnny circula entre os adultos com facilidade e tenta ser bem maduro, garotas nunca foram um problema, até agora. Shannon Lynch é a novata da escola, ela é tímida e misteriosa, seus segredos são perigosos.

Tá, vamos lá, eu normalmente não curto muito esses romances em que nada acontece, feijoada. Eu fiquei bastante entediada até um pouquinho antes da metade. Apesar de depois ter fluido muito bem, o livro poderia ter tranquilamente 300 páginas a menos. Quem escreve um romance adolescente de 700 páginas, meu deus?

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EU QUERIA MUITO CHORAR (É TUDO BOBAGEM)
21.07.2025

(Agora tá tudo bem)

Foi meu último dia no trabalho. Deixei um documento explicando para a minha sucessora toda a minha rotina para que ela não fique tão perdida e escrevi um textinho de despedida, além de deixar uma mensagem bonita no quadro para as meninas. Também limpei as gavetas.

Vou sentir saudade de vcs, meninas…

Ser jornalista nunca foi algo que eu sonhei, eu sequer me apaixonei pela profissão, mas nesse trabalho eu encontrei muita coisa: um oportunidade de aprender mais, amigas leais e uma rotina confortável que me permitiu muita coisa. Então, como nem tudo são flores, essa não foi uma despedida fácil.

Não foi, principalmente porque não foi só um até logo, sei que estou exagerando em tudo, mas a sentimento que me sufoca a garganta é o de que de alguma forma, eu não dei certo na vida. A incapacidade de me resolver sozinha.

Um tempo atrás eu teria olhado para trás em pânico porque tudo parece uma bagunça, a vida que eu levo, as dívidas que possuo, os caras em quem eu acredito. Hoje eu sinto só… esse amargo de que parece que eu não tomo boas decisões.

O aniversário da Helena foi ótimo!

Eu nem sei porque estou tão dramática a respeito disso porque eu literalmente pedi por isso. Por uma grande mudança. Mas poxa, universo, não dava pra fazer em suaves parcelas?

Helena 2 anos, reforma de casa e missão madrinha

Minha casa segue em reforma, uma mudança física. O cômodo mais afetado foi o meu quarto, também conhecido como o meu santuário e que agora já tem mais de 30 dias que mas eu decidi que eu farei o que tiver que ser feito e só depois pensar no meu quarto. Até agora, vi que preciso comprar um guarda-roupa, um criado mudo, um abajur, um tapete, tinha e massa, instalar o ar, comprar uma cortina (talvez eu faça), preciso de uma cadeira (achei uma que amei, mas… vamos ver), preciso comprar a palha indiana também, pintar a cama e mais pra frente comprar um colchão novo, caixas organizadoras e uma luminária bonita pro teto.

Missão madrinha concluída com sucesso

Agora duas coisas estão na frente: a festinha de aniversário de 2 aninhos da Helena (aqui será só mão de obra) e a viagem pra Uberlândia… Comprei a passagem de ida e irei ficar em um airbnb. Missão madrinha de casamento, acho que é isso… Quando eu voltar é que irei me resolver com o novo emprego, muita coisa acontecendo. E eu ainda inventei que quero mexer no site, mas não arrumei ngm ainda. Vida que segue.

81 – 90: OS 100 MELHORES DISCOS DA MÚSICA BRASILEIRA SEGUNDO A ROLLING STONES
14.07.2025

Resolvi escutar a lista dos 100 maiores discos da música brasileira, publicada pela revista Rolling Stone Brasil em outubro de 2007. Não faço críticas profissionais e muito menos entendo de música, mas achei que fosse ser legal diversificar um pouco a minha playlist. Então, um LEMBRETE IMPORTANTE: esse post é subjetivo. A parte I está aqui.

90. Quem é Quem (1973) – João Donato

Contexto: este álbum destaca-se pela fusão inovadora de jazz, bossa nova e música latina, refletindo a versatilidade e o talento de João Donato como compositor e instrumentista.

Minha opinião: eu gosto de escutar música de manhã cedinho e achei esse um disco muito matutino. Algumas faixas me lembraram de Los Hermanos e achei que foi muito musical da minha parte kkk porque tem várias referências citando eles mesmo
Nota: 7/10

89. Carnaval na Obra (1998) – Mundo Livre S/A

Contexto: conhecido por mesclar ritmos regionais brasileiros com influências do rock e do funk, este disco exemplifica o movimento manguebeat, do qual a banda foi uma das precursoras.

Minha opinião: “Ó minha pobre próstata inerte” com certeza é um dos versos que já existiram.
Nota: 6/10

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O IMPULSO (AUDRAIN, ASHLEY)
28.05.2025

O Impulso, de Ashley Audrain, foi o livro do mês no clube do livro e rendeu um debate bem interessante sobre maternidade compulsória e o medo de crianças com caráter… duvidoso.

A história acompanha quatro gerações de mulheres: Etta, a mãe negligente de Cecília; Cecília, que abandonou a filha Blythe; Blythe, que narra a maior parte da história e também não sabe como se conectar com sua filha Violet, uma criança que, desde o nascimento, parece carregar algo de estranho.

Violet faz coisas que a gente só percebe se olhar de MUITO perto. E coisas estranhas acontecem quando ninguém está olhando. Blythe não é uma narradora confiável, então a grande pergunta que ronda a leitura é: aconteceu mesmo ou foi tudo coisa da cabeça dela?

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UM DIA VOCÊ ACORDA E ESTÁ DIFERENTE
27.05.2025

Quando me divorciei eu coloquei porque coloquei na cabeça que queria ser uma pessoa diferente. Entrava nas redes sociais e me maravilhava com histórias de pessoas que, do dia pra noite, mudavam de emprego, cidade e personalidade. Dormia todas as noites planejando como seria o dia seguinte, que seria diferente, mas não adiantava. Pra onde eu ia, eu estava.

Me frustrei com a ideia de não conseguir ser uma pessoa diferente. Perdi as contas de quantas personalidades eu sonhei em ser: de mulher bem-sucedida cheia de trabalho, correndo pelas ruas da cidade com um grande copo de café a uma mulher viajante que não pisa o pé em casa por meses.
Fiquei tão aficionada pela ideia de ser uma pessoa diferente que nem me liguei quando, de fato, aconteceu.

Eu te entendo, Gregor Samsa

De repente não gostava mais de ler os mesmos livros, me interessei por outras músicas, passei a prestar mais atenção nos filmes, as pessoas ao meu redor estavam diferentes e minhas roupas pareciam parte de uma vida que eu nunca vivi.

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O QUE PEGA QUEM PEGA GERAL?
11.04.2025

Você já parou pra pensar por que a gente pega geral? Tipo, de verdade, o que tem por trás disso? Escutei essa pergunta no podcast Meu Inconsciente Coletivo, com o psicanalista André Alves. A host começou o episódio com essa provocação: “O que a pessoa que pega geral quer pegar?”

André comenta que cada um dá um significado pra pegação, e então eles exploram alguns vetores bem interessantes:

  • Turista da cultura: quer conhecer tudo, quer passar por tudo, etc;
  • Vingativo: quer mostrar (pra alguém) que é capaz;
  • Abandono: fui abandonado, me senti profundamente desamparado e agora quero distribuir a perda;
  • Consumista: quero números.

Eu nunca fui uma boa solteira, e esse episódio mexeu comigo de um jeito curioso — de observância mesmo. Me vi em todas essas posições. Lembro que, no meu primeiro momento solteira, falei que ia fincar minha bandeira em todos os territórios. E foi o que eu fiz. Nos meses seguintes, nada me escapou: homens mais velhos, mais novos, gordos, magros, pretos, brancos, estudantes, trabalhadores, moleques, gente fina, babacas… Um cardápio variado de experiências. Até ok, mas sem grandes lições no final das contas. Tipo uma viagem de férias que você até curte, mas chega uma hora em que tudo o que você quer é voltar pra casa, sabe?

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@lumiconunes