ENTREVISTA COM LEITOR: TALITA PANIAGO
22.09.2014
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Semana passada nós falamos sobre o primeiro episódio do seriado nacional Dupla Identidade. Hoje trazemos uma entrevista com a leitora Talita Paniago que é fã de serial killers e psicopatas. A Talita tem 24 anos e é estudante de psicologia, ela começou se interessar pelo assunto quando tinha 17  e hoje ela tem uma coleção com cerca de onze livros sobre o assunto. De Jack, o Estripador a Ted Bundy, de Charlie Mason a Chico Picadinho, ela já leu sobre tudo e também se interessa por julgamentos como o caso Nardoni. Com rostinho angelical, ela nos mostra que nem tudo é o que parece ser. Confira:

Quando surgiu seu interesse pelo assunto? 

No final de 2007 eu vi o livro Serial Killer: Louco ou Cruel? da Ilana Casoy no programa Domingão do Faustão, me interessei e comecei pesquisar, para minha felicidade ganhei o livro de presente de natal em 2008.

O que te chama atenção nesse tipo de leitura? 

Eu acho que todo ser humano tem um pouco  de perversidade em si. Talvez minha curiosidade venha daí. Só que essa curiosidade acabou indo mais a fundo do que a da maioria das pessoas. Eu gosto muito de mistério. Acho interessante as formas como eles são pegos, como era a vida deles antes de tudo acontecer, seus motivos…

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Essa é a coleção da Talita.

Você já topou com uma história que tenha te deixado muito impressionada?

Teve uma história que eu li no Serial Killers Made in Brasil que me deixou impressionada porque pela entrevista que a Ilana Casoy fez com o assassino dava pra perceber que ele era doente mental e ele falava naturalmente da forma como ele matava crianças.

E um Serial Killer que você tenha se surpreendido com sua história?

Eu me impressionei muito com o John Gacy, por ele ser tão querido pelas pessoas que faziam parte do seu círculo de amizade, ele até se vestia de palhaço! Mas por trás de toda essa simpatia, ele era muito perverso.

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As pessoas te olham diferente por você gostar desse gênero?

Quando eu falo sobre os meus Serial Killers “favoritos” as pessoas me olham com estranheza, então preciso explicar que não sou a favor do que eles fizeram, longe disso! Foram tiradas vidas de pessoas inocentes e isso é horrível. Eu me interesso nos motivos deles e na capacidade da mente assassina.

Qual o seu livro favorito?

Da minha coleção o meu livro preferido é o Serial Killer: Louco ou Cruel? foi o primeiro que li e quando eu estava lendo não queria que acabasse. Nele estão os Serial Killers mais famosos, e além da história de vida deles, o livro tem fatos como número de vítimas, frases que eles disseram durante interrogatório, apelido que ganharam durante as investigações, casos que ainda estão sem solução. Uma variedade de informações importantes para quem gosta do assunto.

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Ilana Casoy e o primeiro livro sobre Serial Killers que a Talita leu!

Anteriormente você citou a Ilana Casoy, você tem ela como referência? 

Sim, foi por causa do livro dela que eu comecei me interessar pelo assunto e eu acabei descobrindo a formação dela que é psicóloga forense, criminóloga. Ela é minha referência profissional.

Que livro você indicaria para os nossos leitores que tenham se interessado pelo assunto?

Eu indicaria todos os da minha coleção (risos), mas algumas pessoas talvez não aguentariam esse tipo de leitura por ser fatos reais e conter detalhes não muito agradáveis de se saber. Mas se é para escolher um, indico o O Livro Completo Sobre os Serial Killers, nele o autor fala sobre a infância do assassino e o leitor algumas vezes consegue entender o motivo daquele indivíduo ter se transformado em um assassino cruel.

E ai, o que acharam!? Interessante, não? A Talita também indicou seriados para quem é fã de investigação criminal, ela afirma que são todos maravilhosos: Bones, The Mentalist, Cold Case, Criminal Minds, Chicago PD, The Following, Hannibal, Castle, Without a Trace e Dexter.

Então é isso pessoal! Nós adoramos entrevistar a Talita e descobrir mais sobre esse universo. Esperamos que você também tenha gostado. Até a próxima!

1 comentário

  • […] Seis anos atrás eu entrevistei a Talita e hoje ela está com um projeto muito legal e cheia de histórias para contar no Docemente Sombria. Tudo começou há doze anos, Talita se interessou por um livro da criminóloga Ilana Casoy e anos depois foi incentivada por um amigo a ser matricular no curso de psicologia. Para ler a entrevista de 2014, clique aqui. […]

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